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PLANO QUE IRRITOU MILITARES FICA PARA ABRIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu ganhar tempo e investir em um discurso conciliador e contra "revanchismos" para administrar a tensão entre os militares e a ala do governo mais afinada com as famílias de mortos e desaparecidos durante a ditadura militar. O líder nacional saiu de férias nesta quarta-feira (30), e uma definição sobre o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, foco da crise, só será anunciada a partir de abril. Os militares, que aguardavam um recuo concreto do governo em relação aos termos da proposta ficaram frustrados. Acham que Lula "empurra com a barriga". A tensão entre militares e a área de Direitos Humanos não é novidade na administração federal. Em 2007, foram duras as críticas de militares ao livro "Direito à Memória e à Verdade". Mais complicada foi a reação deles ao debate defendido pelo Ministério da Justiça sobre limites da impunidade a torturadores. Uma nova interpretação da Lei de Anistia rachou o governo.