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MP INVESTIGARÁ ABUSO EM AGRESSÃO A REPÓRTER

Por (Evilásio Júnior)

A promotora Isabel Adelaide, do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), vai instaurar um procedimento para apurar a suposta agressão de cinco militares ao repórter-fotográfico do jornal A Tarde Lúcio Távora, que acompanhava o jornalista Flávio Costa em uma matéria no último sábado (5). Durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na Faculdade Visconde de Cayru, uma manifestação de estudantes contra o teste foi contida pacificamente pela PM. Entretanto, a equipe do veículo tentava registrar imagens do tumulto e teria sido impedida de forma truculenta pelo soldado Antonio Gomes e outros quatro policiais que empurraram o fotógrafo e apreenderam a sua câmera. A promotora já ouviu os profissionais e pretende escutar os PMs a partir da próxima quarta (9) para contrapor os argumentos. Conforme Isabel Adelaide, contatada nesta segunda (7) pelo Bahia Notícias, “se o fato aconteceu como foi relatado na versão de Flávio se configura como abuso”. O comandante da 41ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), major Jorge Lemos, também abrirá uma sindicância interna para investigar se houve excesso dos seus comandados e colherá depoimentos dos alunos do Enem. Segundo o jornal, ele argumentou que “os policiais temem aparecer em fotos porque têm medo de serem reconhecidos por bandidos, depois que um módulo da companhia foi explodido”. A Associação Nacional de Jornais, ANJ, a Associação Bahiana de Imprensas, ABI, através do seu presidente, Samuel Celestino, e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia, Sinjorba, por sua presidente, Kardé Mourão, repeliram a ação da PM, o abuso de autoridade e desrespeito à liberdade de ijmprensa, considerando o fato como lamentável. As entidades aguardam uma posição oficial do governo do Estado