AVIÃO DA FAB: PILOTO OPTOU POR POUSAR NA ÁGUA
O piloto da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que caiu na última quinta-feira (29) Floresta Amazônica, o 1 º tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (2) que o motor do equipamento não parou de funcionar. Ele esclareceu que a tripulação percebeu a perda da potência e decidiu pela não permanência do jato no ar. "Não chegou a parar (o motor). Lembramos de acionar o instrumento de localização de emergência e optamos por fazer um pouso forçado. Ou fazíamos na selva ou no rio e a decisão da tripulação foi fazer no rio", declarou. O avião seguia de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM), com 11 pessoas a bordo. Nove sobreviveram e as outras duas, João de Abreu Filho, funcionário da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), que optou sair pela porta da frente contra a indicação da tripulação, e o suboficial da Aeronáutica, Marcelo dos Santos Dias, que chegou a ajudar os passageiros, morreram depois da queda. "A aeronave flutuou pouco tempo, começou a afundar muito rápido. Contamos dez pessoas que saíram, mas infelizmente o senhor João Abreu, da Funasa, não conseguiu sair. Não houve tempo de ajudar, porque tínhamos que ajudar as pessoas na água. Alguns sabiam nadar, mas outras não sabiam. Nós tivemos de ajudar muitas pessoas", disse o piloto.