FAMÍLIAS RESISTEM EM DOAR ÓRGÃOS NA BAHIA
A prioridade para crianças e adolescentes de até 18 anos na fila para receber órgãos de doadores da mesma faixa etária, uma das novas regras para transplantes no país, foi bem recebida por militantes da causa. A coordenadora da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX), Márcia Chaves, acredita que será possível aumentar o banco de doações na Bahia, que, segundo ela, “é muito pequeno”. Atualmente, há 3.808 pessoas na fila por transplantes no estado. A maioria, 2.618, espera por um rim. Para o titular da Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset), Eraldo Salustiano de Moura, o maior desafio para o aumento do número de transplantes é a recusa das famílias em doar os órgãos das vítimas de morte encefálica . “Neste ano, em Feira de Santana, 100%das famílias entrevistadas não aceitaram doar os órgãos de seus familiares com diagnóstico de morte encefálica. Em Barreiras 80% recusaram e em Salvador, 60% disseram não”, informou ele. As informações são do jornal A Tarde.