MPF VAI INVESTIGAR CONTRATOS DO AEROPORTO
O estacionamento do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães vem sendo explorado há 25 anos pela mesma empresa, mediante a celebração de três contratos e inúmeros termos aditivos, sem realização de licitação pública. Não bastasse o suposto favorecimento da empresa Bigburger Ltda, que explora o espaço, não há um controle informatizado sobre a arrecadação do estacionamento, no qual se cobra R$ 4 pelas três primeiras horas de permanência do veículo ou R$ 30 nas primeiras 24 horas. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) recebe dados de arrecadação já prontos da exploradora. É de olho em contratos como este – o qual já virou processo em 2007 e tramita na Justiça –, celebrados entre Infraero e lojas comerciais, que a Procuradoria Geral da República (PGR) pretende passar um "pente fino" nos aeroportos do país, através de uma força-tarefa que começa a operar nas próximas semanas. A ideia é identificar se os contratos estão regulares. A motivação para a empreitada, conta o procurador Alexandre Ribeiro Chaves, que coordenará a operação do Rio, são os relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontam irregularidades há anos consecutivos. O Aeroporto de Salvador possui, atualmente, 119 lojas, sendo 112 funcionando (7 em obras), segundo a assessoria de imprensa da Infraero, que não informou quanto arrecada com as mesmas. Na Bahia, o procurador que integra a força-tarefa é Danilo Pinheiro Dias. As informações são do jornal A Tarde.