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SAÚDE PRECISA DE LEI DE INCENTIVO

Por (Tiago Melo)

 

O chefe do Núcleo Regional de Atendimento e Fiscalização da ANS, Olavo Monteiro Gomes, ressaltou que a Bahia não está entre os estados com maior registro de denúncias no órgão, mas afirma que existem queixas feitas também no Juizado de Pequenas Causas e no Procon. “O número baixo não significa que não temos problemas, mas é que muita gente prefere procurar o Judiciário”, disse Olavo Monteiro. Na Bahia, são cerca de 588 operadoras de plano de saúde atendendo 2,15 milhões de beneficiários, 54% desse montante está na capital. Entre 2000 e 2009, a quantidade de pessoas que têm algum plano de saúde na capital (atual 1,16 milhão) aumentou 86%. De acordo com a Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia (Ahseb), Salvador detem 2.439 leitos na rede particular, entre média e alta complexidades. “Os hospitais de Salvador estão em crise financeira, deram prejuízo no último ano, sem exceção”, enfatizou o presidente da Ahseb, Marcelo Britto. Segundo Britto, a situação se deve à inexistência de leis de incentivo fiscal. “Há a Lei Rouanet, de incentivo à cultura no Brasil. Pois deveria haver algo do tipo para o setor da  saúde, pagamos a mesma carga tributária que qualquer outra empresa”, esclarece quando questionado sobre a qualidade da saúde na Bahia.