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ACM NETO, PERONDI E A INCOERÊNCIA SOBRE A CSS

Por (Evilásio Júnior)

Os deputados federais ACM Neto (DEM-BA) e Tarcísio Perondi (PMDB-RS) debateram nesta terça-feira (25) na rádio CBN a possibilidade de criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). O imposto pretende substituir a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e tem rendido um extenso debate entre os opositores, que criaram a tarifa anterior com entusiasmo, e os governistas, que antes criticavam a cobrança e hoje a consideram o pó de pirlimpimpim para resolver as carências da falida saúde pública brasileira. "É um mal necessário, todos têm que dar uma pequena contribuição porque a saúde pública no Brasil é péssima", constatou o parlamentar peemedebista. Representante da desinência do PFL, um dos partidos que criaram a CPMF no governo FHC, em consonância com o eterno governista PMDB, o democrata baiano acredita que a taxação de 0,01% nas transações bancárias hoje é desnecessária. "O deputado Perondi parte de uma constatação verdadeira para defender um novo imposto. A discussão não é essa. É preciso criar um novo imposto para melhorar a qualidade da saúde no Brasil? Eu acho que não", afirmou. Com as corriqueiras mudanças ideológicas conforme as pretensões político-partidárias, que passam ao largo dos interesses da população, verdadeira empregadora dos parlamentares, é certa a análise do senador Almeida Lima (PMDB-SE). Ao tentar defender o encalacrado presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP), ele sentenciou: “Não vejo diferença entre o meu partido e o PSDB, o Democratas e até mesmo o Partido dos Trabalhadores. O único partido diferente é o PSOL, que ainda faz parte do ‘Bloco do Eu Sozinho’.”