PMDB E DEM SE UNEM EM CRÍTICAS AO GOVERNO

Lúcio e Neto criticaram método utilizado para preenchimento de cargos
O PMDB e o DEM se uniram nas críticas ao que chamaram de fisiologismo na escolha dos novos secretários e dirigentes de órgãos e autarquias do governo Wagner. Para o presidente do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, "o governo extrapola os limites do fisiologismo na medida em que ameaça até a interferência em partidos para garantir apoios", citando como exemplo o caso do PDT. "Estão querendo atrair os partidos na marra, no estilo ditatorial mesmo. Fora isso, é uma verdadeira galinha gorda dos cargos, leilão mesmo", salientou o peemedebista. O deputado federal ACM Neto (DEM) afirmou que as negociações para o preenchimento dos cargos que ficaram vagos com a saída do PMDB é "fisiologismo puro". "Não estamos criticando nomes ou quem quer que seja, mas sim o método utilizado pelo governador, que não leva em conta critérios técnicos para a escolha dos novos integrantes do governo. O critério é meramente político e eleitoreiro. O pior é que ele se diz democrático e está querendo patrocinar a intervenção num partido político constituído apenas por um capricho eleitoral", afirmou o democrata.