
Sarney tem sido orientado a evitar a imprensa
Mais encrencado do que minhoca em poleiro, devido aos inúmeros escândalos relacionados ao seu nome no Senado, o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), se disse aliviado nesta quinta-feira (16) com o recesso parlamentar. "Graças a Deus", sintetizou ao ser questionado por jornalistas quanto ao fim dos trabalhos legislativos no primeiro semestre. O discurso prolixo de outrora, na época em que emanava do fundo dos seus pulmões “brasileiros e brasileiras”, com o vigor de quem estava seguro de sua autonomia, independentemente do que proferisse ou determinasse, muito por causa da atitude ainda vacilante da imprensa do pós-militarismo, deu lugar ao esquivo. Os hiatos e as raras falas quase monossilábicas são fruto de uma precavida assessoria de aliados e pessoas próximas, que têm pedido ao parlamentar evitar a superexposição, que indubitavelmente o complicaria ainda mais. A cautela é tanta que, o balanço das votações e ações desenvolvidas pelos congressistas nos seis primeiros meses do ano, recebido por ele nesta quinta da Secretaria Geral, poderá não ser divulgado pelo seu departamento de comunicação aos dispensáveis jornalistas, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).