IGREJA RECLAMA DE EVENTOS NO CENTRO HISTÓRICO
O padre Ademar, em nome da diocese de Salvador, engrossou o coro daqueles que consideram o Centro Histórico, principalmente as imediações do Pelourinho, como local inapropriado para realização de eventos musicais, a exemplo do que foi promovido pelo governo do estado durante os festejos juninos. O padre fala num acentuado processo de degradação do “coração de Salvador” e da negligência das autoridades competentes. “O Centro Histórico virou um gigantesco mictório público. Quando tem eventos desta natureza na Praça Tereza Batista, por exemplo, a Faculdade de Medicina, a Catedral de Salvador e as igrejas de São Pedro e da Misericórdia são usadas como banheiros. Ninguém faz nada. Além disso, a estrutura montada para esses shows esconde a verdadeira beleza da cidade do Salvador”, observou o clérigo. Além disso, o representante da Igreja Católica comentou a decisão do governo em oferecer escolta armada a turistas. “Quando se aceita esse estado de violência, é sinal de que as autoridades falharam. O Pelourinho vive refém das drogas, do crime e da prostituição. Ao invés de oferecem escolta para alguns, é preciso atingir a gênese do problema”.