CGU JÁ AFASTOU MAIS DE 2 MIL POR CORRUPÇÃO
Obrigado a promover a exoneração de nove servidores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na última terça (23) por improbidade administrativa, o presidente da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, explica que a função do órgão de fiscalizar a máquina pública e identificar suas falhas e fraudes está sendo feita com rigor. Para provar o fato, ele alega que, desde 2003, a CGU já exonerou 2.136 servidores por irregularidades. A CGU tem uma corregedoria própria, que se incumbe das ocorrências mais complexas, normalmente envolvendo funcionários de alto escalão dos diversos órgãos do governo, porque entendemos que lá não há condições de investigar determinado dirigente. Há casos também que são investigados pelas corregedorias dos próprios órgãos, em assistência com nossas corregedorias setoriais”, afirma o controlador. Ele revela, no entanto, que “pega leve” com certos casos, a exemplo das obras do PAC. Segundo ele, o órgão tem agido preventivamente no programa, evitando emitir pareceres de suspensão de obras. Exceção observada no caso da Operação João de Barro, quando prefeituras e empresas haviam se envolvido em um esquema de desvio de verbas, o que causou uma ordem de paralisação que durou 60 dias. As informações são do A Tarde.