SENADORES SABIAM DE ATOS SECRETOS
As ordens para manter atos administrativos secretos no Senado vinham diretamente do ex-diretor-geral Agaciel Maia e do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. A afirmação feita pelo chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, é revelada em reportagem publicada hoje na Folha de S. Paulo. O testemunho contradiz a versão de Agaciel e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de que a existência dos atos secretos se trata de "erro técnico". A descoberta dos atos secretos - medida usada para criar cargos ou aumentar salários sem conhecimento público - foi o estopim da mais recente crise na Casa. Entre 1995 e 2009, o Senado editou 623 atos secretos. Landim contou que recebia pelo telefone as ordens de Agaciel. Zoghbi, que despachava no mesmo andar, pedia pessoalmente. O chefe do serviço de publicação contou que guardava os atos secretos numa pasta e só os publicava quando recebia nova orientação dos diretores.