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MARCELO NILO FICA EM SITUAÇÃO DESCONFORTÁVEL

Quem ficou desconfortável com a permanência do conselheiro Pedro Lino, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ontem na Assembleia Legislativa, mesmo com o cancelamento da audiência na Comissão de Finanças e Orçamento, foi o presidente da Casa, deputado Marcelo Nilo (PSDB). Isso porque o TCE é um órgão auxiliar do Legislativo, e o que ficou parecendo ontem foi justamente o contrário. O audiência na qual Lino falaria sobre o seu parecer que rejeitou as contas do governo do estado foi cancelada por determinação do presidente da comissão, Luiz Augusto (PP), porque o conselheiro chegou 15 minutos atrasado em função do velório do ex-deputado João Carlos Bacelar. Nilo mandou tirar o som da comissão para não dar nenhum caráter oficial à permanência do conselheiro, que se reuniu com os oposicionistas. Durante a reunião, Lino afirmou que a gestão do estado "beira ao surrealismo". "Estou estupefato. O que houve foi uma retirada fraudulenta dos dados do sistema financeiro. Ao contrário de ter quase R$ 1 bi em caixa, como anunciado, o governo tinha um déficit de mais de R$ 300 milhões. Isso é crime". Não havia nenhum deputado da base para fazer a defesa do governo.