EXECUTIVOS ACUSADOS DE ARMAR CARTEL DO METRÔ I
O Ministério Público Federal em São Paulo ofereceu denúncia contra
quatro executivos, dois da construtora Camargo Corrêa e outros dois da
Andrade Gutierrez, por formação de cartel, fraudes ao processo de
licitação das obras do metrô de Salvador e formação de quadrilha. O certame - formalizado com recursos da União e a partir de financiamento do Banco Mundial - foi aberto em 1999, as obras iniciadas em 2000 e até hoje não concluídas. Esta é a segunda denúncia relacionada a Operação Castelo de Areia. As construtoras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez e a companhia alemã Siemens firmaram um consórcio denominado Metrosal para disputar a licitação, vencida pelo consórcio Cigla, formado pela italiana Impregilo e pela construtora brasileira Soares da Costa. Após a suposta desistência do consórcio vencedor, a Metrosal foi declarada vencedora da licitação. Documentos apreendidos no escritório de um dos investigados na Operação Castelo de Areia, conforme relata a denúncia do MPF, provam que a exclusão da Cigla se deu de forma ilegal, pois a empresa italiana recebeu compensação financeira milionária por parte do consórcio Metrosal.