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PIROTECNIA NO TRIBUNAL DE CONTAS

Por (Ricardo Luzbel)

 A anunciada antecipação da pirotecnia que, supostamente, está sendo montada para a próxima terça feira, no Tribunal de Contas do Estado, quando o conselheiro Pedro Lino, que relata as contas do governo do Estado e condenaria as contas, é um fato estranho e inusitado. Não dá para compreender com se anuncia, se verdadeiro for, um voto com antecedência. Quando um fato com esse acontece, a manifestação expressa no relatório cai por terra, perde o valor. Ainda recentemente, apenas para lembrar numa comparação que, se não é igual, mas, no mínimo, semelhante, um deputado do Conselho de Ética da Câmara anunciou voto favorável ao ex-corregedor da Câmara e deputado mineiro, Edmar Moreira, o do castelo, e, diante, da pronta reação da mídia e da opinião pública, o relator afirmou que estava se “lixando para a opinião pública”. Foi afastado da relatoria, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para se manter no cargo, e sua liminar foi julgada, e considerada improcedente. Assim, voltando ao caso do Tribunal de Contas do Estado, não dá para entender. Anunciar com antecedência um relatório condenando as contra do governo do Estado? Querer transformar o pequeno plenário do TCE em salão de festa pirotécnica não dá para conceber. O conselheiro Pedro Lino é um homem polêmico, mas competente. Certamente, há algo errado nesta história.