CPI DA PETROBRAS CAUSA TUMULTO NO SENADO
Por (Evilásio Júnior)

Após confusão, Virgílio pediu demissão da secretária-geral
O pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar supostas irregularidades na Petrobras terminou em grande tumulto na sessão desta quinta-feira (14) no Senado. O PSDB não aceitou o acordo anunciado, em que o presidente da companhia Sérgio Gabrielli seria convocado para uma audiência pública antes da instalação do colegiado. Os tucanos exigiram ainda a leitura do requerimento que foi protocolado na quarta (13) e não foram atendidos. Com a controvérsia, a senadora Serys Shlessarenko (PT-MT), que ocupa a segunda vice-presidência da Casa e presidia a sessão, encerrou os trabalhos de forma brusca ao alegar que não havia mais nenhum orador inscrito. Tasso Jereissatti (PSDB-CE) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) teriam pedido a palavra momentos antes. “Agora sim temos que ter a CPI. Ela não sabe o que fez. Ela se presta a qualquer papel”, protestou Virgílio, líder do partido na Casa, que pediu ainda a demissão da secretária-geral, Cláudia Lyra. Serys, por sua vez, afirmou estar tranqüila com a decisão tomada. “Não fiquei em posição ruim. Eu segui o regimento. Houve um acordo de líderes que decidiu adiar a leitura e eu agi dentro do regimento. Como não tinha inscritos, eu encerrei a sessão”, justificou.