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VELOSO NO ESCÂNDALO DAS PASSAGENS DA CÂMARA


Deputado suspeito de comercializar passagens da Câmara

No escândalo das farras das passagens da Câmara, em pelo menos um caso um deputado admitiu que vendeu sua cota para cobrir dívidas com uma operadora de turismo, revelando um mercado paralelo de comercialização de bilhetes. Aníbal Gomes (PMDB-CE) disse que liberou a venda de sua cota para cobrir dívidas com uma operadora que pertence ao irmão de sua assessora. Eles afirmam, porém, que não lucraram com essa operação. A revenda da cota é ilegal. O Ministério Público suspeita que os bilhetes podem ser revendidos a preço cheio ou até com descontos para clientes que sabem do esquema. Segundo o MP, as cotas são revendidas ilegalmente a agentes de turismo, com deságio de até 25%. O dinheiro obtido, fruto de uma espécie de "lavagem de passagens", seria então repartido. Pelo menos outros três deputados - Zé Geraldo (PT-PA), Armando Abílio (PTB-PB) e o baiano Raymundo Veloso (PMDB) - também estão em situação semelhante à de Aníbal, mas se recusam a dar explicações. O que eles têm em comum é a presença de um membro da família Zoghbi em suas listas de passageiros. João Carlos Zoghbi, ex-diretor do Senado, foi afastado do cargo por conceder indevidamente um apartamento funcional a um de seus filhos, Ricardo Zoghbi. As informações são do jornal O Globo.