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MISTÉRIO NA CÂMARA MUNICIPAL

Por (Daniel Pinto)

Ainda não se sabe qual será o desfecho da polêmica envolvendo o projeto do Executivo que trata da regularização fundiária dos terreiros de Candomblé da capital. Há rumores de que em 2008, apesar de não haver nenhum registro no sistema de protocolo da Casa, o projeto chegou a ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça e teve parecer contrário. No entanto, o vereador Gilberto José (PDT), que presidia a CCJ na época, traz outra informação. “Enquanto fui presidente essa matéria nunca esteve em minhas mãos. O projeto que eu relatei tratava da desafetação da área do terreiro Oyá Onipó Neto, no Imbuí. Meu parecer foi favorável e foi seguido pelo vice-presidente de então, Everaldo Bispo. Mas, outro vereador pediu vista e a matéria foi derrubada pela maioria”, revelou Gilberto José. Os demais membros da Comissão de Constituição e Justiça eram Alfredo Mangueira (PMDB), Isnard Araújo (PR), Beto Gaban (PRP), Paulo Magalhães Jr. (DEM) e Sandoval Guimarães (PMDB), que hoje é líder do governo na Câmara Muncipal.