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GUANABARA SE DEFENDE E DIZ QUE LAMENTA SITUAÇÃO

Por (Evilásio Jr.)

O ex-diretor administrativo tributário da Região Metropolitana de Salvador (DAT/Metro) da Secretaria da Fazenda, Sérgio Guanabara, nega que tenha participado de qualquer tipo de esquema ilegal dentro da Sefaz. “É lamentável que uma disputa de poder interna tenha chegado a este ponto. Nunca fiz nada que se configurasse como desvio de conduta ética”, justificou. De acordo com ele, o SAF, embora não significasse Severa Ação Fiscal, e sim Sob Ação Fiscal, era praticado como medida preventiva. “De fato é uma ação mais dura contra os contribuintes que tinham a prática de sonegar impostos”, explicou. Segundo ele, os documentos vazados não eram de natureza confidencial e não traduzem nenhuma irregularidade. “Mandar chamar empresários para tratar de questões fiscais é uma atribuição do diretor. Não é nada de excepcional”, argumentou. Guanabara disse ainda que não atuava sozinho no gerenciamento das ações do órgão, pois havia o secretário e outros dois diretores com os mesmos poderes que ele. Sobre a sua saída da Sefaz, o ex-diretor pondera que a licença não foi médica. Depois de oito anos consecutivos na função, ele pediu afastamento sem vencimento por três anos, prorrogável por mais três, pois estava desgastado e para que se fizesse um rodízio na liderança. “Não recebo nada pelo Estado. Usufruí apenas de um benefício dado ao servidor público concursado”, afirmou. Atualmente ele presta assessoria de gestão empresarial em São Paulo. Sobre o caráter político apontado na denúncia, o administrador afirmou que “não gostaria de se pronunciar”, pois “não tem domínio” sobre o assunto.