SAF ERA PRÁTICA COMUM NA SEFAZ II
De acordo com a denúncia, estes seriam indícios claros de suborno, já que os diretores não permitiam que grandes multas fossem aplicadas pelo auditor designado diretamente às empresas, para que fossem “negociadas” por via exclusa. Há um episódio noticiado à época que levanta dúvidas contundentes sobre a relação entre a Sefaz e grandes empresas (ver e-mail). Em abril de 2003, o então deputado estadual Emiliano José (PT) denunciava que uma dívida das Lojas Arapuã foi reduzida de cerca de R$ 80 milhões para pouco mais de R$ 1 milhão em 1999. Tudo seria articulado com os auditores do chamado “grupo de elite”, que compõem a Inspetoria de Fiscalização às Empresas de Grande Porte (IFEP) e se posicionaram contrários à reforma das carreiras do Fisco, por terem supostamente obtido vantagens nas administrações carlistas. Como são concursados, a manutenção dos profissionais no governo Wagner foi inevitável, mas todos aqueles que exerciam postos de liderança deixaram as diretorias.