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SURREALISMO TUPINIQUIM

Enquanto aqui, a UPB – União dos Municípios da Bahia – prepara uma caminhada de prefeitos, decidida num conclave por 250 deles, em direção à Governadoria para reivindicar respostas e soluções para as dificuldades que os municípios interioranos atravessam, em Montes Claros, MG, o presidente Lula joga a toalha e, com muito atraso, diz que “a crise chegou ao Brasil” e que os prefeitos que estão a reclamar, têm que apertar o cinto, e fazer a sua parte, contendo despesas. O presidente teria plena razão se o Brasil fosse um outro país em que os municípios estivessem em condições de esquecer o estômago, ou que o governo do Estado pudesse fazer alguma coisa significativa. O governo da União diminui impostos, como o IPI, para só citar este, de modo a segurar a crise naquilo que lhe for possível. O corte é viável porque o Brasil é um dos países que mais arrecadam no planeta, impondo uma carga extravagante ao contribuinte – pessoa física e jurídica –, carga que fica em torno de 38%. Uma escorcha, uma derrama. Clique aqui para ler a coluna completa de Samuel Celestino publicada hoje no jornal A Tarde.