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O ETERNO PAULO MALUF

Lá pelos anos 50, Moisés Lupion, que governou o Paraná, era muito mal visto em relação ao trato com o dinheiro público. Virou até música. Mas nunca, em tempo algum, alguém se destacou mais do que Paulo Maluf, que deu origem ao verbo “malufar”, por sinal esquecido porque os tempos da corrupção pioram. A Veja que está a circular, cuida de Maluf em suas páginas. Diz num trecho, e basta ele, sem mais comentários, para a informação estar completa. O trecho: (do promotor Silvio Marques, do Ministério Público paulista que investigou Maluf a fundo): “Hoje, posso afirmar que ao menos 93 milhões de dólares foram furtados da prefeitura de São Paulo por Paulo Maluf. O dinheiro deu a volta ao mundo para ser lavado, mas descobrimos seu paradeiro: voltou ao Brasil, como se fosse um investimento feito a partir do Deutsche Bank da Ilha de Jersey em debêntures da Eucatex, a empresa de Maluf", explica o promotor. Impressionada com as provas levantadas por Silvio Marques, a Justiça de Jersey decidiu bloquear outros 22 milhões de dólares que continuam depositados por lá, em contas controladas pelos filhos de Maluf, e que também foram roubados da prefeitura. O promotor conquistou, ainda, outra vitória: o Deutsche Bank aceitou pagar 5 milhões de dólares à prefeitura paulistana apenas para não figurar em um processo criminal ao lado de Maluf.”  Pequeno comentário, apenas: vocês acham que vai acontecer alguma coisa com Paulo Maluf, detentor, como deputado federal, de imunidade parlamentar? Nada!