Foto: Evilásio Jr./ Bahia Notícias

O deputado estadual João Carlos Bacelar (PTN), que apresentou a denúncia na conturbada sessão da terça (31), evocou o parágrafo 3º da Constituição Estadual para fundamentar que não tem obrigação de revelar a fonte. Para ele, Zé Neto quer saber quem foi o profissional que cedeu a informação para promover um “regime stalinista”. “Ele quer saber o nome de quem me entregou a denúncia para perseguir, mas isso eles (bancada de governo) não terão. Wagner usa a secretaria da Fazenda para perseguir”, bradou. O líder da ala de oposição, Heraldo Rocha (DEM) solicitou o discurso do petista para que seja aberto um inquérito de investigação. Já Gaban (DEM) revelou que a CPI, caso seja instalada, protegerá a identidade do denunciante por meio do Ministério Público Estadual (MP-BA) e Tribunal de Justiça (TJ-BA) para evitar retaliações. Segundo ele, a intenção é a de que a comissão investigue ainda a aquisição de um equipamento de escuta por R$ 798 mil sem licitação pela Sefaz. Já Paulo Azi (DEM) cobrou atitudes drásticas: “O governo tem que afastar todos aqueles que estão envolvidos nessa grave denúncia. O governo vai acobertar a perseguição política dentro de uma estatal?”, indagou.