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O BRASIL NA ILEGALIDADE

Nesse escândalo envolvendo a Camargo Corrêa e as suas maracutais enviando, para lavar, dinheiro para fora do País, através de doleiros, aparecem, como sempre, políticos e partidos. O problema nesta área política é que não houve uma reforma como deveria, de modo que a campanha seja pública, financiada pelo governo, que sai mais barata do que os acordos espúrios feitos entre políticos e empresários. No caso da Camargo Correia, estabelecem-se confusões com políticos através de dois temos:"por dentro" e "por fora". A construtora usava as duas formas. "Por dentro" são as doações  legais, com recibo e tudo, declaradas à Justiça Eleitoral. "Por fora" era dinheiro vivo, sem pai, sem mãe, dinheiro corrupto que tanto valia para as campanhas eleitorais como para embolsar. Desta forma, é preciso saber, antes de se divulgar,  se dinheiro  foi "doado" de forma legal ou ilegal. Devo dizer que as duas modalidades valem com duas moedas que circulam nas campanhas políticas, paralelamente. Enquanto não houver uma Reforma Política séria, as duas moedas coexistirão. Resumo da ópera: nem todos os parlamentares que receberam doações estão na caixinha da Camargo Correia e, se declararam o que receberam à Justiça, estão absolutamente dentro da legalidade. Aliás, se querem saber quem está ilegal é o Brasil que admite tais procedimentos.

(Samuel Celestino)