TWB É ACIONADA POR PRECARIEDADE DO SISTEMA FERRY

População enfrenta gigantescas filas no atendimento do ferry
Fazer a travessia Salvador-Bom Despacho, ou vice-versa, através do sistema ferryboat, não tem sido uma uma tarefa das mais fáceis para os milhares de usuários do serviço. Atentos aos constantes problemas que o sistema enfrenta, o Ministério Público da Bahia (MPE) entrou, em fevereiro, com duas ações, na tentativa de cobrar medidas e fiscalização mais ostensiva dos órgãos e da empresa responsável. Três anos após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta com o MP-BA, a lista de irregularidades apontada por Joseane Suzart, promotora de Justiça do Consumidor, ainda é extensa. Nas ações, a promotora convoca a TWB Bahia, empresa que tem a concessão do serviço, para responder sobre os problemas no sistema; a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicação da Bahia (Agerba), pelo seu trabalho como agência fiscalizadora; e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), que responde pela concessão do sistema. Segundo Joseane, ficou acordado que seria feito um esforço para a modernização do serviço e que a Seinfra se responsabilizaria por levantar os recursos para a aquisição de uma segunda embarcação, além da Ivete Sangalo, já entregue pela TWB. Já na outra ação, a Promotoria de Defesa do Consumidor ouviu entidades de usuários do ferry e levantou dados sobre aspectos que são fundamentais para a boa prestação do serviço. O primeiro questionamento é sobre a organização e a eficiência da venda de passagens. Joseane diz que o sistema deveria disponibilizar pontos alternativos de venda, e não apenas dois postos. As informações são do jornal A Tarde.