DENÚNCIA VAI PARAR NA CPI DAS ONGS
Os denunciantes sustentam que há “fortes indícios de fraude eleitoral”, pois a ONG foi instalada em Ilhéus em 2005 com o objetivo de assessorar entidades populares, assistenciais e organização de trabalho voluntário. No entanto, funcionou apenas durante o período da campanha, além de ter sido transferida “para o prédio onde funcionou o escritório político do deputado” e de ter sido desativada imediatamente após sua eleição. Outra irregularidade, segundo os funcionários, foi o aluguel por parte da ONG de um caminhão pertencente a um ex-assessor do deputado, no qual foram instalados consultórios com serviços odontológicos, oftalmológico, aferição de pressão arterial, entre outros. Alegam que os responsáveis pela coordenação dos atendimentos era, coincidentemente, coordenadores da campanha do então candidato. Com esses argumentos, Roberto e Marcelo pedem que seja instaurado um inquérito para apurar as possíveis irregularidades. O mesmo pedido também foi encaminhado à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, que apura irregularidades das ONGs, e também à Comissão de Ética da Câmara dos Deputados e Procuradoria-Geral da República.