POLÍCIA SUÍÇA DIZ QUE BRASILEIRA INVENTA HISTÓRIA
A polícia de Zurique, na Suíça, alega que a advogada brasileira Paula Oliveira, supostamente atacada esta semana por integrantes de um grupo neonazista ligado ao Partido do Povo Suíço, pode estar inventando toda a história. Os investigadores do caso disseram que trabalham com a hipótese de que a brasileira tenha sido assaltada e que tenha marcado a própria pele com as iniciais SVP (que identifica o partido em alemão) para enganar as autoridades. Paula alegou também estar grávida de gêmeos e ter perdido os bebês depois do ataque, fato também desmentido por peritos suíços. Os laudos, assinados pelo Instituto de Medicina Legal e o Hospital Universitário de Zurique, concluem que as circunstâncias do ataque são nebulosas. Com a divulgação das informações, a imprensa daquele país também começou a tratar o caso com desconfiança e demonstra acreditar mais na versão oficial do que na da brasileira, que morava legalmente no país. A família da advogada afirma estar “chocada” com a atitude de transformar a vítima em culpada, o que foi classificado pelo pai de Paula como uma prática “stalinista”.