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A MORTE DE UM HERÓI PRODUZIDO NO BRASIL


Acima um comercial das aventuras do Insector Sun

 

Ribeirão City ficará em paz sem monstros que ameacem o cotidiano dos moradores no último episódio da série Insector Sun. No capítulo, o herói, Insector Sun vai acabar de vez com o seu maior inimigo, o monstro Shaken, e livrar a cidade do mal. Com lançamento previsto para maio, o 12º episódio será o final da série, iniciada em 2000 pelo professor de kung fu Christiano Silva, de 30 anos. Morador da cidade de Ribeirão Preto, a 313 quilômetros de São Paulo - onde se passa a série -, Silva criou a história de Insector Sun em 1999 ainda em quadrinhos e, um ano depois, decidiu começar a filmá-la e divulgá-la na internet. Agora, nove anos depois está dando um fim à vida do personagem, pois em todo esse tempo nunca conseguiu patrocínio para a série. Silva conta que gastou cerca de R$ 1 mil para fazer cada episódio. O dinheiro foi usado para confeccionar fantasias e cenários. Os atores são amigos, alunos de escolas de teatro da cidade e da academia onde ele dá aula de kung fu. Todos atuam como voluntários, sem receber nada pelo trabalho. Até dezembro do ano passado, Silva trabalhava também como webdesigner e tinha uma renda mensal que variava entre R$ 1.000 e R$ 1.500. Agora, só com o emprego de professor, recebe cerca de R$ 500 por mês. Ele mora em um conjunto habitacional com a mãe e tem que ajudar a pagar as contas de casa.