ÁGUAS PROFUNDAS: DIÁLOGO APONTA DÍZIMO DE CAMPANHA
Por (Darlene Pereira)
Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Águas Profundas - que investiga esquema de fraudes em contratos da Petrobras - apontam indícios de pagamento de propina e referências a investimentos pessoais no exterior. O diálogo interceptado pela PF faz referências também a dízimo de campanha. A conversa entre Fernando Stérea e Wladimir Pereira Gomes, donos da empresa Angraporto, apontada como núcleo do esquema de fraudes, registrado pela PF em 20 de outubro de 2006, diz o seguinte: "Stérea disse que aquela pessoa pedia algo relativo ao dízimo de campanha”. “Tecnicamente, não devemos nada", respondeu Gomes. "O cara quer o total e insiste nisso", rebateu Stérea.