OPOSIÇÃO ATRIBUI VITÓRIAS A QUESTÕES PESSOAIS
Na avaliação dos próprios democratas, as duas derrotas do governo na eleição para a Mesa Diretora da Assembléia - a primeira e segunda vice-presidências, ocupadas agora por Rogério Andrade (DEM) e Fernando Torres (PRTB), respectivamente -, aconteceu em função de questões pessoais, e não políticas. O primeiro derrotou um deputado que enfrenta um processo de desgaste na Casa, Ângelo Coronel (PR), considerado ausente e omisso. O segundo, visto como um parlamentar boa praça, venceu uma petista que não tinha trânsito entre os pares e é considerada radical, que é a deputada Fátima Nunes. O simbolismo do governo pesou mesmo na eleição de Marcelo Nilo (PSDB) para a presidência e de Roberto Carlos (PDT) para a primeira-secretaria. No caso do pedetista, que derrotou o peemedebista Leur Lomanto Júnior, pesou também a rejeição ao ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), que havia declarado guerra à candidatura de Nilo.