OSSADAS ABERTAS À VISITAÇÃO PÚBLICA

Ponto de desova foi descoberto próximo à Paralela
Sem qualquer isolamento ou guarda, o ponto de desova e torturas descoberto na tarde da última terça-feira, na área da Avenida Paralela, com acesso pela Estrada Velha do Aeroporto, permanece aberto à visitação pública, contrariando as normas de perícia. Um indício de que a coleta das peças não mereceu o cuidado devido foi o cenário verificado no final da tarde de ontem. Partes de ossadas humanas estavam misturadas a lixo, folhas secas e terra. Para um perito, que preferiu não se identificar, o suposto cemitério pode abrigar situações de dimensão histórica e o governo tem responsabilidade quanto a identificação dos cadáveres. De acordo com informações do perito, as peças devem ser coletadas e formadas como um quebra cabeça. Cada parte deixada para trás possivelmente acarretará muitas dificuldades na investigação. O “sítio deveria ser demarcado e pelo visto não aconteceu”, explicou, ressaltando que existe a figura do arqueologista forense para tal tarefa. Um dos indícios que despertou atenção no novo local de desova e incineração foi a utilização de algemas descartáveis para imobilizar um dos cadáveres, frequentemente usadas pela polícia para prender bandidos em festas populares e no Carnaval. As informações são da Tribuna da Bahia.