CARNAVAL: BLOCOS AFROS NÃO CONSEGUEM APOIO

Nem o Ilê, o mais belo dos belos, conseguiu os recursos para desfilar no Carnaval
A menos de um mês para o início do Carnaval, os blocos afros não conseguiram fechar patrocínios que garantam a cobertura dos custos no desfile na folia de Momo. Nem mesmo os mais tradicionais, como Ilê Aiyê e Olodum, que por sua importância e visibilidade dão retorno aos apoiadores, conseguiram empresas dispostas a vincular suas marcas às entidades. O presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô, revela que, até o momento, apenas um patrocínio foi fechado, com o banco Itaú, o que garantirá entre 20% e 30% do recurso necessário para colocar o bloco na rua nos três dias de desfile. A participação na festa no sábado (saindo do Curuzu), segunda (Campo Grande) e terça (Praça da Sé) tem um custo de R$ 1,1 milhão, sendo que 40% oriundos da venda das fantasias. O boato de que os blocos afros perderiam o patrocínio dado pela Petrobras deixou apreensivos presidentes de entidades. Ontem, porém, o gerente de comunicação institucional da empresa, Darcles Oliveira, desfez a especulação. Ele afirmou que está assegurado para o Carnaval de 2009 o montante de R$ 1,2 milhão, mesmo volume destinado em 2008. Vale lembrar que o Carnaval deste ano vai homenagear os afoxés. As informações são do jornal A Tarde.