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Léo Prates diz que foi neutro na eleição nacional por “lealdade” e destaca mobilização dos idosos na vitória de Lula

Por Eduarda Pinto

Léo Prates diz que foi neutro na eleição nacional por “lealdade” e destaca mobilização dos idosos na vitória de Lula
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

O deputado federal reeleito, Léo Prates (Republicanos), afirmou que manteve a neutralidade na disputa eleitoral nacional por uma “lealdade”. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da Antena 1 Salvador (100.1), nesta sexta-feira (6), ele afirmou que levou em consideração o bem-estar da relação com o governo Lula, cultivado durante o mandato atual. 

 

Prates relata sua trajetória de atuação na Câmara dos Deputados, muitas vezes negociando e trabalhando em pautas do governo Lula, como na relatoria da PEC (Projeto de Emenda à Constituição) pelo fim da escala 6x1. 

 

“Em relação à política nacional, eu resolvi me recolher, porque o governo federal tinha sido leal comigo e eu tinha sido leal com o governo federal. E a maior expressão disso foi a relatoria da 6x1 [Projeto de Emenda à Constituição pelo fim da escala 6x1], onde claro que para o presidente Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados] designar um relator tinha que ter a anuência do governo porque era pauta muito importante para o governo. Foi a pauta mais importante do governo”, relembra Léo Prates. 

 

Para o parlamentar, “eu achei que por lealdade a mim – não a nada – eu deveria me retrair por conta dessa questão e de uma relação”. Ainda comentando sobre o cenário nacional e a disputa em dois turnos entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), Prates diz que conversou com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, sobre o assunto. 

 

“Em relação à questão nacional, eu destacaria que uma coisa que não é tão ativa e precisa ser explicada foi a mobilização dos idosos. Eu nunca tinha visto isso em uma eleição, e esse mesmo testemunho foi me dado pelo Marcos Pereira, em São Paulo”, afirma. 

 

Ele dá um exemplo sobre o próprio pai: “Meu pai teve um AVC isquêmico, tem uma condição de saúde muito complexa e meu pai tinha três eleições que não votava. Meu pai acordou, no domingo, pedindo para ir votar. Onde foi que a campanha do Lula acertou nesse despertar dos idosos, é uma coisa que a gente precisa entender melhor, porque realmente é uma coisa importante inclusive para a política”, completa.