Operação contra bets ilegais bloqueia R$ 3,4 bi; esquema usava clínica e loja de tarô
Por Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) deflagrou nesta quinta-feira (5) uma operação contra uma rede suspeita de explorar sites de apostas ilegais e lavar dinheiro para o crime. Segundo a investigação, o esquema movimentou cerca de R$ 739 milhões.
A Justiça determinou o bloqueio de contas e bens dos investigados até o limite de R$ 3,483 bilhões. Os principais alvos são uma fintech, empresa de serviços financeiros digitais, de São Paulo, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes.
Além da PCDF, participam da operação as Polícia Civil de São Paulo (PC-SP), Polícia Civil de Goiás (PC-GO), Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Polícia Civil do Ceará (PC-CE) e Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PC-RN). As equipes cumprem dezenas de mandados de busca e apreensão e de bloqueio de patrimônio.
De acordo com a polícia, o grupo operava sem autorização do governo federal plataformas de apostas de quota fixa, as chamadas bets, em que o apostador sabe antes quanto vai ganhar se acertar. Os pagamentos feitos por Pix às plataformas eram desviados para empresas que declaravam outras atividades, como uma clínica de assistência psicossocial e uma loja de tarô, ambas com sede em Sobradinho, no Distrito Federal.
A decisão do Juízo das Garantias de Sobradinho atinge 64 pessoas e 120 empresas. Além do bloqueio de contas e bens, a Justiça suspendeu o CNPJ e os registros nas juntas comerciais de 100 empresas e empresários, proibiu os investigados de abrir novas contas bancárias por 90 dias e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas e 83 empresas.
A investigação começou há cinco meses, a partir de alertas enviados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, órgão que autoriza e fiscaliza as bets no país.
