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Alice Portugal prevê “batalha permanente” entre ódio e civilidade na Câmara com avanço do PL

Por Redação

Alice Portugal prevê “batalha permanente” entre ódio e civilidade na Câmara com avanço do PL
Foto: Antena 1 Salvador

 

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que a consolidação do PL como a maior bancada da Câmara dos Deputados deve impor novos desafios à atuação parlamentar na próxima legislatura. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta terça-feira (3), a deputada projetou uma “batalha permanente” entre o que classificou como ódio e civilidade no Congresso Nacional.

 

Segundo Alice, o cenário exigirá maior mobilização da sociedade para acompanhar e participar dos debates políticos.

 

“É um processo muito difícil. Já foi essa legislatura uma legislatura bem difícil. Mas agora, com o PL sendo o maior partido da Câmara, nós vamos enfrentar uma batalha permanente do ódio contra a civilidade. Do senso comum contra o que extrapola. E isso demandará que a mobilização se transforme no 12º jogador”, declarou aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.

 

A parlamentar também avaliou que a atual correlação de forças no Congresso está entre as mais difíceis da história da República. Na avaliação dela, parte dos deputados eleitos não tem familiaridade com o funcionamento da política e com os procedimentos e protocolos institucionais do Legislativo.

 

Ao comentar as dificuldades enfrentadas por parlamentares que não mantêm uma relação direta com administrações municipais, Alice afirmou que o papel de um deputado federal não deve se limitar ao atendimento de demandas de prefeituras, mas também envolver a elaboração de leis e a discussão de questões sociais.

 

“Deputados como eu ficam com muita dificuldade de eleição, pois não sou deputada de prefeitos. E um deputado não é apenas um office boy ou office girl de prefeituras. Ele tem que gerar códigos de vivência. As leis são os códigos de vivência. As condutas sociais. Então essa é a discussão sobre o que é um deputado”, afirmou.

 

Na sequência, Alice voltou a criticar a composição política da Câmara e relacionou o cenário à forma como parte do eleitorado se posicionou durante o processo eleitoral.

 

“Então ali na Câmara, eu acho que a virada de quantidade para qualidade se deu entre o primeiro e o segundo turno também por isso. Havia aquele desestímulo com a política, aquela visão errônea de que todos são iguais, não vou votar em ninguém, ou concentrar em um ou em outro, ou em um influenciador. E resultado: a correlação de forças, da minha concepção, é uma das piores da história da República, porque você vai ter uma grande quantidade de parlamentares que não têm intimidade com a política, que não conhecem os meandros, os ritos da política, inclusive as etiquetas da política”, completou.

 

Confira a entrevista completa: