Instituição negra de Salvador entra em rede de memória da escravidão da Unesco
Por Redação
A Sociedade Protetora dos Desvalidos, instituição histórica de Salvador, foi incluída na Rede de Lugares de História e Memória Relacionados à Escravidão e ao Tráfico de Pessoas Escravizadas da Unesco. A iniciativa também reconheceu o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, e a Serra da Barriga, em Alagoas.
Fundada em 1832 por Manoel Victor Serra e outros homens negros livres, a Sociedade Protetora dos Desvalidos é considerada a primeira instituição civil negra do Brasil em funcionamento contínuo. Sua trajetória é marcada pela organização coletiva e pela solidariedade da população negra diante das restrições e desigualdades da época.
A inclusão foi solicitada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsável por apresentar as candidaturas brasileiras à rede.
Criada em 2024, a rede da Unesco busca conectar locais ligados à história da escravidão em diferentes países, incentivando a cooperação internacional, a pesquisa e ações educativas. A proposta também prevê o intercâmbio de experiências entre as comunidades responsáveis pelos espaços.
A rede já conta com outros espaços brasileiros, como o Museu da Inconfidência, em Minas Gerais, e os museus Casa da Hera e da República, no Rio de Janeiro.
