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Governo dos EUA pediu que Flávio Bolsonaro retirasse termo “presidente eleito” de carta

Por Redação

Governo dos EUA pediu que Flávio Bolsonaro retirasse termo “presidente eleito” de carta
Fotos: Reprodução / Google Street View / Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais por 4,4 mi de votos, que Flávio retirasse de uma carta divulgada por ele as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Integrantes do Departamento de Estado alegaram que isso poderia ser interpretado como um rompimento diplomático com o governo brasileiro.

 

Segundo informações publicadas pelo blog do jornalista Valdo Cruz, da GloboNews, nesta quinta-feira (29), o uso dos termos poderia sugerir que o governo norte-americano reconhecia o parlamentar como vencedor do pleito. De acordo com diplomatas ouvidos, a mudança ocorreu após o governo do presidente Donald Trump tomar conhecimento do conteúdo da primeira versão do documento.

 

Apesar de críticas ao processo eleitoral do Brasil, Trump tem mantido interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo o relato, não pretende reconhecer Flávio como presidente eleito. Aliados do senador afirmaram que a alteração foi apenas um ajuste no texto. A informação sobre a solicitação do governo norte-americano também foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por diplomatas ouvidos pela GloboNews.

 

Na primeira versão da carta, publicada na quarta-feira (28), Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. No documento, ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.

 

Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”. Na carta revisada, Flávio agradeceu a Trump e ao presidente da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar nos Estados Unidos com a família e em segurança. Ele também negou ter fugido do Brasil, disse ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir do território norte-americano.