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MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro

Por Redação

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico e lavagem de dinheiro
Fotos: Reprodução / Redes Sociais

 

Renato Cariani, um dos principais nomes do mundo fitness, teve a condenação solicitada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta quarta-feira (21).

 

Nas alegações finais, a promotoria pediu a condenação do empresário e influenciador alegando que Cariani é suspeito de integrar um esquema de desvio de produtos químicos destinados à produção de toneladas de drogas, especialmente crack e cocaína.

 

Caso seja condenado, ele poderá cumprir pena de 16 a 51 anos de prisão em regime fechado. Cariani responde ao processo em liberdade e se tornou réu no processo em 2024. O empresário foi um dos alvos da Operação Hinsberg, deflagrada em dezembro de 2023 para desarticular um esquema de desvio de produtos químicos usados na fabricação de drogas.

 

Na época, a Polícia Federal apontou que a Anidrol Produtos para Laboratórios, empresa da qual Cariani era sócio, fraudava a venda de insumos a empresas farmacêuticas. Segundo a investigação, os produtos eram desviados para o refino de cocaína. A empresa tem sede em Diadema, na Grande São Paulo.

 

Além do influenciador, o Ministério Público pede a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira pelos mesmos crimes. Fábio, apontado como responsável pela venda dos produtos químicos, também atuaria como intermediador no fornecimento das substâncias, fazendo a ligação entre a empresa e os compradores de crack e cocaína.

 

Rodrigo, por sua vez, seria responsável por atividades relacionadas à movimentação de recursos ilícitos, incluindo depósitos em espécie e operações para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com os crimes.

 

Em nota enviada ao G1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido de condenação do Ministério Público “não representa nenhuma surpresa”. Os advogados disseram que vão demonstrar, “com base na prova produzida ao longo da instrução”, que as teses da acusação são improcedentes.