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Vereador de São Paulo, Senival Moura é preso novamente em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Por Redação

Vereador de São Paulo, Senival Moura é preso novamente em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Foto: Divulgação / Câmara Municipal de São Paulo

O vereador de São Paulo Senival Moura, afastado do PT, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28) sob a suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi deflagrada em conjunto pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

 

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a operação cumpriu mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça após a inclusão do parlamentar e de outros investigados na denúncia do Ministério Público. A apuração concentra-se em irregularidades financeiras e na ocultação de bens ligados à empresa Transunião Transportes S.A., operadora do sistema de transporte público na capital paulista.

 

As investigações tiveram início a partir da apuração sobre a morte de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa de ônibus, assassinado em 2020. Os levantamentos apontaram indícios de que o aumento do capital social da companhia, que saltou de R$ 100 mil para R$ 50 milhões entre 2015 e 2019, teria sido financiado com recursos de origem ilícita, além da identificação de movimentações financeiras sem comprovação de origem.

 

Na ação desta quarta-feira, foram apreendidos montantes em dinheiro vivo, veículos de luxo, joias e relógios, além do bloqueio judicial de valores e bens vinculados a mais de 100 pessoas físicas e jurídicas. O vereador já havia sido detido em junho no âmbito do mesmo inquérito, obtendo a liberdade temporária em agosto por meio de liminar.

 

A defesa do parlamentar afirmou em nota que discorda da decretação da prisão preventiva por considerar que a medida carece de fundamentação concreta. O advogado Márcio Sayeg declarou que o vereador confia na Justiça e que a inocência em relação às condutas apuradas será demonstrada no decorrer do processo.