PM-BA orienta comandantes a acompanhar condições emocionais de policiais, diz coronel
Por Victor Hernandes
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Magalhães, afirmou que os comandantes de unidades da corporação receberam orientação para acompanhar de perto os policiais sob sua responsabilidade, avaliando o estado emocional e as condições de cada agente para o trabalho operacional.
Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta quarta-feira (28), o comandante destacou que os policiais também enfrentam dificuldades pessoais e precisam de acompanhamento por parte de seus superiores.
“As pessoas imaginam o policial militar como se fosse como se não fosse um cidadão, como se fosse um robô. E, na verdade, nós somos seres humanos e passamos por dificuldades também. Temos acompanhado, dentro do possível, o que acontece com cada um dos nossos policiais militares. Então, cada comandante que eu designo para comandar uma unidade, a primeira determinação é: acompanhe o seu efetivo. Esteja próximo dele, esteja ladeado com ele, porque para gente saber efetivamente como é que está cada policial desse e qual a condição de ânimo dele para operar”, disse aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
Segundo Magalhães, a PM-BA mantém uma rede de atendimento psicológico em Salvador e na Região Metropolitana, além de ampliar a presença de profissionais em unidades regionais. O acompanhamento pode ocorrer após operações consideradas complexas, com a possibilidade de afastamento temporário de policiais das atividades operacionais.
“Após determinadas diligências que são às vezes complexas, nós retiramos esse policial e colocamos para uma entrevista com o nosso psicólogo. Nós temos uma rede de psicólogos aqui em Salvador e Região Metropolitana, e estamos colocando também em cada regional psicólogos para fazer o acompanhamento. E retiramos o PM, fazemos uma entrevista para ver qual a condição dele, qual a condição de ânimo de voltar a operar. E, muitas vezes, a gente tem que afastar determinado agente de operações por determinado tempo até para que ele volte à situação de normalidade”, afirmou.
