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Apesar de apoio ao PT, Jonga Bacelar deve permanecer no PL e tem reunião marcada com Valdemar Costa Neto; saiba mais

Por Paulo Dourado

Apesar de apoio ao PT, Jonga Bacelar deve permanecer no PL e tem reunião marcada com Valdemar Costa Neto; saiba mais
Foto: Evertton Pacheco

Reeleito deputado federal com 107.332 votos, Jonga Bacelar (PL) deve continuar no Partido Liberal, mesmo depois da polêmica causada por sua participação em um ato ao lado do governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT), em Ribeira do Pombal, durante a campanha eleitoral.

 

Segundo apuração do Bahia Notícias, o parlamentar baiano tinha um encontro marcado nesta quarta-feira (28) com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tratar de política. De acordo com relatos, reuniões desse tipo entre os dois acontecem com frequência “quase semanal”.

 

Ainda conforme a apuração, mesmo após o episódio em Ribeira do Pombal, onde o edil declarou apoio a Jerônimo e utilizou um adesivo do PT, não há qualquer possibilidade de expulsão ou de saída de Jonga do partido. Interlocutores relatam que existe uma espécie de “gratidão” da legenda com o deputado, que é o parlamentar do PL com mais legislaturas na Bahia. Ele está na Câmara desde 2007 e, a partir de 2027, chega ao sexto mandato consecutivo. Um interlocutor do grupo destaca ainda que Jonga é um parlamentar que “não precisa de fundão eleitoral para se eleger”.

 

Na Bahia, o PL não lançou candidato próprio ao governo e integrou a chapa de ACM Neto (União Brasil), com o presidente estadual da sigla, João Roma, na disputa pelo Senado. 

 

Por isso, a presença de Jonga no palanque de Jerônimo, onde chegou a usar um adesivo com o número 13, gerou mal-estar na ala bolsonarista do partido, que chegou a defender a expulsão do deputado. Na época, Jonga se retratou com Valdemar e afirmou, em nota, que sempre apoiou os candidatos indicados pelo PL.

 

Jonga já comandou o partido no estado, quando a sigla ainda se chamava Partido da República (PR). Ele assumiu a presidência estadual em janeiro de 2015, após uma disputa interna com o também deputado federal José Rocha, e ficou no cargo até agosto de 2016, cerca de um ano e meio. Nesse período, o deputado integrava a base do então governador Rui Costa (PT) e votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.