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Cezar Leite defende políticas para pessoas com deficiência e debate sobre transporte gratuito em Salvador

Por Lucas Vieira

Cezar Leite defende políticas para pessoas com deficiência e debate sobre transporte gratuito em Salvador
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O vereador de Salvador Cezar Leite (PL) defendeu a criação de políticas públicas voltadas à ampliação de oportunidades para pessoas com deficiência. Durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (26), ele afirmou que as medidas devem buscar condições de igualdade, e não ser tratadas como benefícios.

 

O parlamentar relacionou a atuação na área à experiência familiar. Ele é pai de dois filhos com deficiência: Felipe, de 26 anos, que tem autismo, e Lu, de 19, diagnosticada com a síndrome de Wolff-Hirschhorn. Atualmente, Cezar Leite preside pela segunda vez a Comissão de Pessoas com Deficiência da Câmara Municipal.

 

Entre as iniciativas de sua autoria, o vereador citou a lei que estabelece prioridade no atendimento a jovens autistas e a legislação que prevê sessões de cinema adaptadas para pessoas com deficiência, conhecidas como “Cinema Azul”. Segundo ele, esta última ainda precisa avançar na regulamentação pela Prefeitura.

 

Cezar Leite também mencionou uma lei voltada ao empreendedorismo nas escolas municipais, com a aproximação entre empresas privadas, estudantes e famílias. A proposta prevê contrapartida fiscal para as empresas participantes. Durante a entrevista, o vereador anunciou que pretende discutir na Câmara Municipal o acesso ao transporte para pais e mães de pessoas com deficiência.

 

Segundo ele, atualmente, a possibilidade de utilizar o benefício está condicionada ao acompanhamento do filho, o que pode dificultar a rotina dos responsáveis. “Por que não esse pai e mãe que tenha, como tutor, ter direito ao transporte, independente se está ou não com o filho?”, questionou.

 

Para o parlamentar, a regra precisa ser debatida diante das demandas de famílias que precisam acompanhar os filhos em terapias e outros atendimentos. O vereador também destacou os custos estruturais relacionados aos cuidados, como fraldas, terapias, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, cuidadores e transporte.

 

Na avaliação dele, essas despesas reforçam a necessidade de medidas que reduzam as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência e seus familiares. “É equivalência, porque quem não tem filho com deficiência não sabe o custo que é você ter um filho com deficiência”, afirmou.

 

Cezar Leite acrescentou que, em sua avaliação, políticas específicas devem existir enquanto persistirem obstáculos concretos à inclusão. Ele declarou que seria favorável a retirar medidas desse tipo quando essas barreiras fossem superadas.

 

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