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Abstenção cai no 2º turno e registra menor índice em 20 anos nas eleições de 2026

Por Redação

Abstenção cai no 2º turno e registra menor índice em 20 anos nas eleições de 2026
Foto: Reprodução / Agência Brasil

A abstenção nas eleições presidenciais de 2026 caiu no segundo turno e atingiu o menor percentual desde 2006. Cerca de 3 milhões de eleitores que não compareceram à votação do primeiro turno foram às urnas neste domingo (25). Ao todo, 30,4 milhões de pessoas deixaram de votar, segundo dados divulgados durante a apuração.

 

Com 98,27% das urnas apuradas, a taxa de abstenção ficou em 19,11%, uma redução de 1,97 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando o índice chegou a 21,08%, o maior da série histórica até então. Além da redução no número de ausentes, os votos brancos e nulos também registraram queda. Juntos, eles representaram 3,23% dos votos, o menor percentual observado nos dois turnos das eleições presidenciais neste século.

 

Apesar da queda na abstenção, dificuldades na oferta de transporte público prejudicaram o deslocamento de eleitores em diferentes regiões do país. O Ministério da Justiça identificou problemas em municípios da Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, em meio a medidas para garantir a circulação dos ônibus durante a votação.

 

Diante das dificuldades, o PT pediu a ampliação do horário de votação, de 17h para 19h. O PL também solicitou a extensão do prazo em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando dificuldades provocadas pelas chuvas intensas.

 

Os ministros Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolheram os pedidos e autorizaram a extensão do horário em todo o país. No entanto, as decisões foram anunciadas perto das 17h, quando diversas seções eleitorais já haviam encerrado os trabalhos, o que limitou o alcance da medida.

 

A redução da abstenção no segundo turno também rompeu uma tendência observada em eleições presidenciais anteriores. Até 2022, o percentual de eleitores ausentes aumentava entre o primeiro e o segundo turno em todas as disputas realizadas no país.

 

Na eleição de 2022, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Jair Bolsonaro (PL), a abstenção caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,57% no segundo, uma redução de 0,38 ponto percentual.

 

Em 2026, a queda foi significativamente maior, passando de 21,08% para 19,11%, conforme os dados parciais da apuração. O perfil detalhado dos eleitores ausentes, por faixa etária e escolaridade, depende da divulgação posterior dos dados pelo TSE.