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Sócio do Yacht Clube da Bahia é acusado de dar tapa em funcionária que disse votar em Lula; clube nega registro do caso

Por Redação

Sócio do Yacht Clube da Bahia é acusado de dar tapa em funcionária que disse votar em Lula; clube nega registro do caso
Foto: Divulgação

Um sócio do Yacht Clube da Bahia, em Salvador, é acusado de ter dado um tapa no rosto de uma funcionária do clube depois que ela disse que votaria em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25). Em comunicado interno, o clube afirmou não ter encontrado nenhum registro nem evidência de que o episódio tenha acontecido.

 

O relato aparece em mensagens de grupos internos de associados e em um áudio enviado por outro sócio, obtidos pelo Bahia Notícias. Segundo essas informações, o suposto agressor perguntou à funcionária em quem ela votaria. Quando ela respondeu que votaria em Lula, ele teria dado o tapa.

 

De acordo com o áudio, a cena foi presenciada pela mãe do sócio que fez a denúncia. Na gravação, ele se diz revoltado e cobra punição ao associado. “Um sócio do Yacht agrediu uma funcionária. Ele chegou para ela e perguntou: ‘Você vai votar em quem?’. Ela afirmou que ia votar em Lula, e ele deu um tapa na cara dela. Minha mãe presenciou”, relatou. “Eu quero a suspensão desse cara e quero que ele seja expulso do clube”, completou.

 

A versão do clube, divulgada nos canais internos, contradiz o relato. Segundo a mensagem, não há registro da ocorrência nem qualquer prova de que a agressão tenha acontecido.

 

"Realizamos uma verificação pelos canais internos do Clube. Não encontramos qualquer registro da suposta ocorrência, seja na Segurança ou no setor de Alimentos e Bebidas. Os colaboradores também foram ouvidos, e nenhum relatou ter presenciado ou tomado conhecimento de algo semelhante", diz trecho do comunicado. 

 

Apesar disso, o clube, também no comunicado, afirmou que precisa "tratar esse assunto com a seriedade e a responsabilidade que ele exige, tanto para proteger as pessoas envolvidas quanto para evitar a propagação de informações sem comprovação."

 

Veja comunicado completo:

Esse assunto já foi encaminhado à administração, que está verificando se a ocorrência realmente aconteceu. Caso seja confirmada, será encaminhada ao setor jurídico para as providências cabíveis.

O RH atua de forma rigorosa no acompanhamento dos colaboradores, e não toleramos qualquer tipo de destrato. Todas as ocorrências são registradas, inclusive as de menor gravidade.

O setor jurídico também atua de forma firme nesse sentido, adotando as medidas necessárias, inclusive a instauração de processos disciplinares, quando cabível, conforme previsto no Regimento e no Regulamento do Processo Disciplinar do Clube.

Em relação ao receio de denunciar, a Ouvidoria permite manifestações anônimas, e o RH também adota procedimentos para preservar o sigilo das informações.

É importante esclarecer que, por questões de sigilo, proteção dos envolvidos e controle das informações, a administração não pode divulgar detalhes sobre denúncias, apurações ou eventuais medidas adotadas.

Estamos vivendo um momento político muito sensível, marcado por excessos e, em algumas situações, pela perda de controle nas manifestações. Isso exige cautela e responsabilidade nos posicionamentos públicos, mas não reduz o rigor da administração na apuração dos fatos e na adoção das medidas cabíveis. Nossa atuação deve ser firme, criteriosa e pautada pelas normas do Clube.