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Exame aponta "choque hemorrágico" como provável causa da morte de macaco de Marcell Moraes

Por Lucas Vieira

Exame aponta "choque hemorrágico" como provável causa da morte de macaco de Marcell Moraes
Reprodução / Instagram @deputadomarcellmoraes

O exame necroscópico do macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes, apontou o choque hipovolêmico hemorrágico como provável causa da morte do animal. O relatório descreve hemorragias extensas e lesões em diferentes tecidos e órgãos, além de sinais de traumatismo cranioencefálico. O documento foi produzido pelo Laboratório de Patologia Veterinária Histopathus e obtido pelo Bahia Notícias nesta terça-feira (20).

 

O laudo recomenda exames complementares para aprofundar a investigação sobre as circunstâncias da morte. Entre os procedimentos indicados estão análises histopatológicas e toxicológicas, que podem ajudar a identificar possíveis alterações na coagulação sanguínea ou a presença de substâncias tóxicas. A conclusão sobre a causa da morte ainda depende de investigação complementar.

 

Alcebíades morreu no dia 5 de outubro, após ser resgatado pela Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) no condomínio Alphaville 2, em Salvador, e encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o animal chegou à unidade desacordado, debilitado, com lesões na face e na língua, febre e frequência cardíaca elevada.

 

Antes da morte, Marcell Moraes acusou um vizinho de atingir o macaco com uma pá. Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que o morador teria admitido a agressão e cobrou a responsabilização dos envolvidos. O Inema também informou que havia a possibilidade de o animal ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados em uma residência.

 

O boletim de ocorrência relatou ainda que o macaco mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro. A possível exposição a agentes tóxicos foi considerada entre as hipóteses, mas não havia confirmação de ingestão dessas substâncias.