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Secretários de Salvador foram "obrigados" a aderir a ato de Flávio Bolsonaro, mas nem todos participaram; veja lista

Por Paulo Dourado

Secretários de Salvador foram "obrigados" a aderir a ato de Flávio Bolsonaro, mas nem todos participaram; veja lista
Foto: Max Haack / Ag. Haack

Quase todos os secretários das principais pastas da Prefeitura de Salvador participaram, no sábado (17), do ato do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL) na Barra. Antes do evento, parte deles havia manifestado desconforto com a ideia de comparecer. 

 

A manifestação, chamada de “bloquinho do 22” em referência ao número do PL nas urnas, reuniu também o prefeito Bruno Reis, o ex-prefeito ACM Neto e outras figuras do bolsonarismo baiano e nacional.

 

Segundo apurou o Bahia Notícias, vários secretários se mostraram incomodados nos dias anteriores com a possibilidade de participar do ato. Mesmo assim, a presença do primeiro escalão municipal foi expressiva.

 

Pessoas ligadas à prefeitura citaram, em caráter reservado, as ausências registradas no evento. A vice-prefeita Ana Paula Matos (União) não estava em Salvador. O secretário de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, cumpria agenda de entrega da pasta em outro ponto da cidade no mesmo horário. A secretária municipal da Reparação (Semur), Isaura Genoveva, não teria comparecido por alegar um conflito pessoal, relacionado com sua religião. Quem também não marcou presença foi o secretário municipal de Ordem Pública (Semop), Décio Martins.

 

A ausência de Ana Paula Matos chama atenção porque ela é um dos nomes cotados pelo grupo político de ACM Neto para disputar a Prefeitura de Salvador em 2028. Até agora, a vice-prefeita não declarou apoio oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro. Bruno Reis, por outro lado, já se posicionou publicamente a favor do senador.

 

Cotado para assumir a Secretaria Municipal de Educação, o deputado federal Léo Prates é outro nome citado no mesmo grupo como possível candidato à prefeitura em 2028. Prates também não declarou apoio ao candidato do PL e não foi ao ato na Barra.

 

Dois dias antes do evento, na quinta-feira (15), Bruno Reis reuniu os secretários em um encontro de alinhamento, realizado depois que o grupo decidiu apoiar Flávio Bolsonaro. Na conversa, o prefeito adotou um tom descrito como “conciliador” e “bastante democrático” ao tratar de política.