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Macron condena violência em protestos na França após onda de prisões no país

Por Redação

Macron condena violência em protestos na França após onda de prisões no país
Foto: Reprodução / @EmmanuelMacron

O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou, neste domingo (18), que "nada justifica" a violência "desenfreada" registrada em manifestações ocorridas em todo o país. Os atos, iniciados com pautas ligadas à educação, ganharam adesão como um movimento de contestação ao aumento do custo de vida na Europa, resultando em mais de 1,8 mil prisões.

 

Segundo informações da AFP e divulgadas pelo g1, o chefe de Estado dirigiu-se aos cidadãos em pronunciamento na televisão após realizar reuniões de emergência com integrantes do governo. "Esta noite, todos sentimos raiva e vergonha", afirmou Macron, destacando a necessidade de diferenciar manifestantes com "reivindicações legítimas" daqueles "que destruíram, quebraram e saquearam". 

 

O líder francês prometeu "total transparência" na avaliação da conduta policial e informou ter determinado ao ministro do Interior, Laurent Nunez, que "extraia todas as lições necessárias" sobre a atuação das forças de segurança e capacidade de antecipação a novos atos.

 

No discurso, Macron adjetivou os episódios de vandalismo como ações promovidas por "elementos insurrecionais de grupos radicais de extrema esquerda, acompanhados por numerosos criminosos", ressaltando que "quem saqueou terá de pagar pelos danos, e aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados". O governo também autorizou prefeituras regionais a restringir ou proibir novos protestos para conter saques e ataques a edifícios públicos, como o incêndio registrado na prefeitura do século 19 na cidade de Limoges.

 

Apesar da forte presença policial e do uso de gás lacrimogêneo em locais como a Place de la République, em Paris, novas aglomerações foram registradas. Em publicação na rede social X, o ministro Laurent Nunez defendeu a liberdade de expressão, mas condenou a depredação: "O direito de protestar é um direito fundamental. Semear deliberada e coletivamente a desordem por meio da violência, não". 

 

A polícia da capital francesa confirmou ainda que uma pessoa morreu após sofrer um ataque cardíaco durante as ocorrências, caso que é alvo de apuração do Ministério Público local.