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Alckmin classifica fim da escala 6x1 como "tendência mundial" e detalha transição para 40 horas semanais

Por Victor Hernandes / Daniel Araújo

Alckmin classifica fim da escala 6x1 como "tendência mundial" e detalha transição para 40 horas semanais
Fotos: Victor Hernandes / Bahia Notícias

Nesta quinta-feira (15), durante visita a Salvador (BA), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), comentou a aprovação pelo Senado do fim da escala de trabalho 6x1, ocorrida na última quarta-feira (14). Em coletiva de imprensa ao lado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), Alckmin defendeu a medida, classificando-a como uma "tendência mundial" e afirmando que uma parte importante da indústria brasileira já atua no modelo 5x2.

 

O vice-presidente detalhou como funcionará a transição para a nova jornada: "O que você vai fazer? Em 60 dias reduz de 44 para 42 horas e, depois de mais 12 meses, reduz para 40". Ele também esclareceu que as pequenas empresas estão fora da nova regra, assim como todo o setor público, seja na esfera municipal, estadual ou federal.

 

Para Alckmin, a mudança é uma questão de respeito ao trabalhador e de adaptação aos novos tempos. Ele destacou o impacto positivo para as mulheres, lembrando que elas hoje estão ativas no mercado de trabalho e frequentemente enfrentam uma dupla jornada. "É preciso entender as mudanças da sociedade moderna", pontuou, observando que a agricultura tem passado por mecanização e a indústria por processos de robotização e automação.

 

RETOMADA INDÚSTRIAL E REFORMA TRIBUTÁRIA

Além de abordar a manutenção de empregos com as novas regras trabalhistas, Alckmin celebrou, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a recuperação da indústria no estado da Bahia. Ele citou como exemplo o complexo que abrigava a antiga fábrica da Ford, que foi reaberto para receber a BYD, destacada por ele como a maior indústria de veículos elétricos do mundo. O vice-presidente também mencionou a força do estado em energias renováveis (solar e eólica) e o setor petroquímico.

 

Alckmin reforçou que o crescimento sustentável e a competitividade serão impulsionados pela Reforma Tributária, que trará mais eficiência econômica ao país. Segundo ele, a partir de 1º de janeiro, a cesta básica terá seus impostos zerados, o que deverá reduzir o preço dos alimentos. A reforma também desonerará investimentos e exportações, um setor que, segundo o vice-presidente, tem grande potencial de expansão, citando que o acordo entre Mercosul e União Europeia já aumentou as exportações brasileiras para o bloco europeu em 30%.