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Deputado estadual Márcio Canella é preso pela Polícia Federal no RJ durante Operação Unha e Carne 8

Por Redação

Deputado estadual Márcio Canella é preso pela Polícia Federal no RJ durante Operação Unha e Carne 8
Foto: Rafael Wallace / Alerj

O deputado estadual do Rio de Janeiro, Márcio Canella (União Brasil), foi preso no âmbito da Operação Unha e Carne 8, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15). Segundo informações do g1, o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil também foi preso na ação. 

 

Canella foi o 2º deputado estadual mais votado nas eleições e ex-prefeito de Belford Roxo. No âmbito da Operação Unha e Carne, o deputado e o ex-secretário da PC-RJ são investigados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.

 

Segundo a PF, o objetivo é “desarticular uma organização criminosa armada suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro”. “O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional”, afirmou.

 

A dupla, Márcio Canella e Marcus Amim, já havia sido alvo de buscas na 6ª etapa da Unha e Carne, realizada em julho. Na época, Canella também foi preso pois a polícia encontrou um fuzil em seu carro. Esse episódio levou à Unha e Carne 7, no mês passado, quando o vereador do Rio de Janeiro Jorge Canella (União) foi preso por posse irregular de armas de fogo de uso restrito. Jorge não é parente de Márcio, mas adotou o sobrenome do padrinho.

 

A operação da PF investiga 96 postos de combustíveis no Grande Rio, que registrou uma movimentação de R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem e dinheiro, com anuência de políticos, em 6 anos.

 

As prisões desta quinta foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram oficializados 6 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

 

Canella foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Além dele, foram presos Christiano Gaspar Fernandes; Giovanni Gaspar Fernandes; José Carlos Alves de Souza Júnior; Marcus Vinicius Amim Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, inspetor da Polícia Civil.

 

Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais civis investigados.