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Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária

Por Redação

Anvisa autoriza testes em humanos de vacina brasileira contra a malária
Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil. O imunizante é feito com tecnologia 100% nacional.  De acordo com o Ministério da Saúde, a dose é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A tecnologia tem incentivo previsto de R$ 12 milhões para as fases de experimentação. Busca-se verificar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em um total de 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias.

 

O avanço traz uma vacina mais apropriada para o contexto brasileiro, já que as duas vacinas contra malária atualmente recomendadas por autoridades sanitárias foram desenvolvidas para outra espécie de parasita causador da doença predominante na África, não contra o que predomina nas Américas e na Ásia.

 

A MALÁRIA
A malária é uma doença infecciosa causada por um parasita transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. No Brasil, a maioria dos casos da doença se concentra na região amazônica, composta pelos seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Caso não seja tratado adequadamente, o paciente com malária pode ser fonte de infecção por meses ou mesmo anos, de acordo com a espécie parasitária em questão. "Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma. Porém, uma imunidade que confere total proteção clínica nunca foi observada”, destacou o Ministério da Saúde.